Controle Mental


Controle mental é um termo genérico para diversas teorias controversas que propõem que o pensamento de um indivíduo, bem como seu comportamento, emoções e decisões a ser feitas, possam estar sujeitos à manipulação arbitrária de fontes externas.
A possibilidade desse controle e os metódos para assumi-lo (de forma direta ou sutil) são temas para discussões entre psicológos, neurocientistas e sociológos. A definição exata de controle mental e a extensão de sua influência sobre o indíviduo também são debatidos.
Os diferentes pontos de vista sobre o assunto possuem implicações legais. Controle mental foi o tema do caso judicial de Patty Hearst e de vários julgamentos envolvendo novos movimentos religiosos. Questões sobre controle mental são levantadas em debates éticos relacionados ao assunto de livre arbítrio.
A questão de controle mental já foi discutida em conjunto com religião, política, prisioneiros de guerra, totalitarismo, manipulação de células neurais, cultos, terrorismo, tortura e alienação paternal.
Enquanto o controle mental continua sendo um assunto controverso, a principal possiblidade de suas influências sobre um indívido por métodos como publicidade, manipulação da mídia, propaganda, dinâmicas de grupo e pressão pública são bem pesquisados pela psicologia social e hoje são indisputados.
Manipulação eletromagnética de neurônios, desde que foi descoberto que células neurais podem ser queimadas sob o estabelecimento de uma voltagem potêncial ao redor da membrana da célula, por volta dadécada de 1930, foi sugerida como uma tecnologia empregada como hipnose em vitímas insuspeitas por agentes do governo americano. Esse tipo de hipnose era empregado durante o sono da pessoa, quando ela desconhece totalmente o que está havendo. O fato da vitíma estar inconsciente disto (e, portanto, incapaz de impedir o que está sendo feito) faz deste o único método aonde hipnose é considerada controle mental propriamente dito.

A crença de que alguém esteja sendo manipulado ou controlado por forças externas também é reconhecida como um dos principais sintomas do complexo de paranóia, entre outras psicoses. Geralmente, essas sensações são de invasão ou controle total por entidades diversas como satélites governamentais em órbita, agentes do governo, aparelhos de televisão, animais, alienígenas, ou anjos e demônios. Os que sofrem desse tipo de complexo podem chegar à extremos mesmo com uma total falta de evidências sobre o que poderia estar controlando-as. Terapia psiquiátrica com medicação anti-psicose muitas vezes pode dar fim à paranóia ou pelo menos minimiza-la. Em alguns casos, no entanto, especialmente em casos de internação, a pessoa pode ver o tratamento como outra forma de controle mental. A crença de uma pessoa de estar sob controle mental é um indicador da psicose apenas quando isto se torna uma fixação obssessiva.

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